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Dez
Como aproveitar a mínima histórica da Taxa Selic?

O que acontece com o seu bolso com a queda da Taxa Selic? A resposta para esta pergunta depende se você estiver endividado, formando sua reserva de emergência ou, então, se tem outros investimentos. Em todos esses casos as implicações são diferentes.

A taxa básica de juros do país está na sua mínima histórica de 5% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne na próxima semana e a expectativa do mercado é um novo corte nos juros – o presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira, dia 2, antes de um evento na Caixa Econômica Federal, que a Selic deve chegar a 4,5%. O que isso significa? Entre os pontos que o custo do dinheiro na economia fica ainda mais barato e os investimentos em renda fixa tendem a render menos.

Em cerca de 90 dias a Taxa Selic saiu do patamar de 6,5% ao ano, para os 5% atuais. O efeito desse corte na economia real não costuma ser sentido de imediato, talvez daqui a dois ou três meses o país experimente isso, quando o custo do dinheiro passa pela cadeia produtiva até chegar ao consumidor. Em outras áreas do mercado o reflexo é quase imediato, principalmente em relação aos investimentos.

O que isso muda na sua vida?

Para quem tem dívidas, o juros soma a cada parcela e, quando a Taxa Selic cai, é provável que a taxa de juros caia também, o que estimula o consumo. Ao aumentar os juros, o governo inibe o consumo das pessoas. Na teoria, a taxa básica de juros vai servir de referência para os juros cobrados pelas instituições financeiras. Assim, os bancos tendem a diminuir as outras taxas de vários outros tipos de empréstimos e financiamentos – há uma tendência de os bancos reduzirem os juros do cheque especial, por exemplo, mas não na mesma proporção. As taxas mais relacionadas com a Selic no Brasil são de capital de giro, empréstimo para pessoa física e cartão de crédito.

Por isso, para quem está resolvendo sua situação financeira, é aqui que mora a oportunidade. Se você já contratou empréstimo ou financiamento, as flutuações da Taxa Selic não vão alterar as taxas de juros cobradas – para contratos predefinidos já efetuados nada muda – porém pode buscar uma portabilidade de crédito e fazer uma renegociação de valores.

Contudo para quem tem aplicações em renda fixa além da reserva de emergência, a Taxa Selic mais baixa significa menos retorno – menos rendimento nos próximos meses. E com este cenário de queda dos juros, muitos investidores estão buscando alternativas à renda fixa, isto porque o retorno deste tipo de negociação é afetado diretamente pelo contexto econômico.

É hora de estudar, buscar investimentos mais arrojados e criar estratégias que incluem fundos imobiliários, ações, e outros produtos como os imóveis, afinal, em todos os âmbitos da nossa vida cotidiana, o imóvel está envolvido. Primeiramente, precisamos de um imóvel para morar, e em todo lugar que frequentamos, o supermercado, a escola dos filhos, a academia, o banco, a cafeteria, o bar, o clube, enfim, todas as situações do nosso dia a dia envolvem imóveis.

Por isso, sempre haverá procura por produtos imobiliários. E se tem demanda, tem valorização. Em todo portfolio de investimento, de conservador a arrojado, a orientação é sempre a de que parte dos recursos sejam aplicados em imóveis, por serem historicamente um investimento estável e menos vulnerável a cenários de grande instabilidade política ou econômica. Os imóveis são, sem dúvida, a forma de investimento mais segura.

O que é a Taxa Selic

A Selic é usada como referência para todas as outras taxas de juros do mercado e serve como instrumento de política monetária para controlar a inflação e estimular o consumo. Com a Selic alta, os juros tendem a ficar mais caros e desestimular o consumo. Já com a taxa baixa, o crédito pode ficar mais barato, estimulando compras e, assim, aquecendo a economia.

Fontes: O Investidor Inteligente e O Estadão.