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21
Ago
Caixa lança crédito imobiliário com juro a partir de 2,95% mais inflação

A Caixa Econômica Federal lançou, na terça-feira, dia 20, uma linha de crédito imobiliário corrigido pelo IPCA, índice oficial de inflação, com o argumento de que o novo financiamento vai reduzir os juros para compra da casa própria – embora o indicador seja considerado mais instável que a TR (Taxa Referencial), usada hoje no financiamento imobiliário. As taxas valem para novos contratos e entram em vigência a partir da próxima segunda-feira, dia 26.

Segundo a Caixa, o valor da prestação será atualizado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mensal, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O saldo devedor será corrigido pelo índice e dividido pelo número de parcelas. Atualmente, o saldo devedor é reajustado anualmente pela TR, hoje zerada. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, que contou com a presença de ministros do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

As mudanças valem para o SFH (Sistema Financeiro de Habitação), para imóveis até R$ 1,5 milhão e que permitem o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço); e para o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), para aqueles acima desse valor e sem a possibilidade de uso do Fundo.

A taxa mínima da nova linha, oferecida a clientes do setor público e com maior relacionamento com o banco, será o IPCA + 2,95% ao ano. Para o setor privado, a taxa parte de 3,25% ao ano mais IPCA. Nos dois casos, a taxa máxima ficará em IPCA + 4,95% ao ano – oferecida a quem não tem relacionamento com o banco.

Hoje, a Caixa detém mais de 70% do crédito habitacional do país, cobra juros de 8,5% a 9,75% ao ano mais TR nas principais linhas de crédito imobiliário – no programa Minha Casa, Minha Vida, os juros são menores.

Os novos negócios
Os contratos poderão ter prazo de até 360 meses, na tabela SAC – em que prestações diminuem com o tempo –, o valor máximo financiado é de 80%.

Para obter o financiamento, o cliente só poderá ter, no máximo, 20% de renda comprometida – hoje o percentual é de 30%. Ou seja, a nova linha será oferecida a quem tem mais folga no orçamento e, portanto, risco menor de dar calote.

Na tabela Price, em que a amortização do principal é menor e a prestação tem valor fixo, o comprometimento da renda permitido é ainda menor: 15%. O prazo máximo para quitar o financiamento cai para 240 meses.

(Com informações do portal Folha de São Paulo)