15/04/2020

Caixa libera R$ 43 bilhões para setor imobiliário

O mercado imobiliário, bem como a grande parte dos setores econômicos, está buscando entender como será um futuro após o novo coronavírus, isolamento social e paralisações. O ponto é que o imóvel sempre foi – e continua sendo –, um ativo mais ‘seguro’ do que ações na Bolsa de Valores, por exemplo. E isso ganha evidência em meio a tantos períodos de incertezas.

É difícil prever quando e como haverá uma retomada dos negócios, mas mesmo antes do temor com a Covid-19, o Governo Federal já vinha incentivando o mercado imobiliário com juros menores (em empréstimos). A medida mais recente surgiu no último dia 9, véspera de Páscoa, quando o Brasil acumulava mais de 17 mil casos confirmados e 940 mortes por coronavírus: a partir desta segunda-feira, dia 13, a Caixa Econômica Federal coloca à disponibilização do setor imobiliário R$ 43 bilhões em recursos.

O dinheiro servirá tanto para novos contratos de financiamento imobiliário quanto para contratos já em andamento, de pessoas e construtoras. Dos R$ 43 bilhões anunciados, haverá concessão de carência de seis meses para pessoas físicas e jurídicas na contratação de novos empréstimos para a compra e a construção de imóveis. Vale ressaltar que esses recursos são válidos para a compra de imóveis novos ou usados ou então para construção. Mesmo que a compra de terrenos não tenha o incentivo diretamente, construir sua casa pode ficar mais fácil por meio desses recursos.

A Caixa também anunciou no mesmo dia que pessoas e empresas terão o direito de fazer um pagamento parcial das parcelas dos financiamentos imobiliários – o banco já vem concedendo pausa nos empréstimos por conta da crise. No meio de março, logo que a crise estourou, a Caixa concedeu dois meses de paralisação nos pagamentos. Mais tarde, ampliou essa pausa para três meses.

Para evitar demissões
Ao todo, o pacote para o setor imobiliário inclui dez medidas. Em contrapartida, as empresas não poderão demitir seus empregados. “Se necessário, vamos ampliar as linhas de crédito. O foco é ajudar construtoras de todos os tamanhos, mas não aceitaremos demissão. Estimamos 1,2 milhão em empregos na construção que serão mantidos com medidas como essa”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Fonte: Estadão

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